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RECICLAGEM DE ALIMENTOS

 

 

Reciclar alimentos é uma alternativa barata e prazerosa, é o caminho para o combate à fome e a miséria. Na reciclagem de alimentos e aproveitamento de restos vegetais encontra-se saúde de uma forma barata e econômica.

Escolher uma dieta saudável é um pouco complicado no início, visto os costumes e conceitos alimentares que a pessoa traz consigo. No entanto, à medida que se conhece os alimentos e sua composição, tudo fica mais fácil.

Considerando-se que o corpo necessita de uma alimentação balanceada para se desenvolver e que na maioria das vezes isso não ocorre, uma das alternativas, fácil e barata, é a reciclagem e o reaproveitamento de restos vegetais normalmente jogados no lixo.

Para tanto, precisa-se primeiro deixar de lado preconceitos e costumes que, por vezes, trazemos de berço.

Há muitas ervas que já foram utilizadas na alimentação e que hoje não a são mais. Exemplo disso é a serralha, outrora usada em saladas, e a tanchagem que, além de ser um ótimo antiinflamatório, no período colonial fazia parte da feijoada preparada pelos escravos. Hoje estas plantas são consideradas pragas de pastos e jardins.

Num mundo como de hoje, onde e economia caseira é imperativa, a alimentação alternativa serve para diminuir os gastos com alimentação.

Deve-se acostumar mais a tomar chás naturais, sucos de frutas e deixar de lado os produtos industrializados, por vezes menos nutritivos e saudáveis.

A alimentação alternativa a que se refere aqui consiste no aproveitamento total dos alimentos, mormente os vegetais.

Se se observar a rotina da dona de casa, ver-se-á que geralmente ela descasca, por exemplo, a abóbora antes de cozinhá-la. No entanto o seu cozimento com a casca impede que nutrientes importantes se percam. Por outro lado, a água do cozimento, que geralmente é desprezada, pode ser aproveitada para a confecção de sopas e sucos. Outro procedimento seu é retirar e jogar no lixo as folhas da beterraba, da cenoura e de outros vegetais. Acontece que essas mesmas folhas ou cascas que são jogadas no lixo podem ser aproveitadas para se fazer bolinhos, tortas salgadas ou doces, sopas e caldos. Mesmo o brócolis, totalmente aproveitável em outras sociedades, no Brasil dele só é usada a inflorescência. O mesmo acontece com o couve-flor e o espinafre, cujo talo é normalmente desprezado.

Por estes motivos — mudança de hábitos arraigados desde a infância, enfrentamento de tabus e prescrições alimentares e mesmo o descaso de outros — é que o aproveitamento total de alimentos é um desafio.

No entanto, quando adotado, ele logo mostrará seus resultados, nutricionais e econômicos.

Como já foi citado,o desperdício de alimentos no mundo é enorme. Isso também acontece no Brasil, talvez em maior intensidade que em outros países.

O Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, mas quase a metade, cerca de 10 milhões de toneladas, do que aqui é produzido se perde e as principais causas são os problemas de colheita, a falta de embalagens específicas a cada fruta, seu transporte e conservação, e principalmente seu desperdício promovido pelo intermediário e pelo consumidor final.

A quantidade de frutas que é desperdiçada no Brasil é equivalente ao que produzem juntos Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru, observando-se ser o primeiro também um grande produtor.

O desperdício total de alimentos no Brasil, não contando o que é desprezado pelas donas-de-casa, é de aproximadamente 9 bilhões de toneladas/ano.

Esse quadro  pode ser revertido somente pela educação.

Como o problema a nível macroeconômico é de difícil solução por envolver diversas variáveis, deve-se iniciar essa educação no ciclo básico das escolas, sejam públicas ou não, principalmente na disciplina de Ciências, que pode trabalhar de uma forma diferenciada e por ser mais afeita à nutrição. Isso, no entanto não quer dizer que as demais disciplinas devam ficar ausentes; ao contrário, o ideal seria uma integração de todas as disciplinas voltadas para o problema.

Um dos fatores que facilita o ensino é que os alunos ainda não petrificaram totalmente os tabus, prescrições e hábitos alimentares e são mais acessíveis a mudanças.

Além disso, irão transmitir o que aprenderam a seus pais, tornando-se desta maneira, multiplicadores do conhecimento adquirido.

No entanto, essa orientação não deve ser unicamente teórica. Há necessidade que o educando ponha em prática, em aulas práticas de culinária alternativa, o que aprenderam, além de se promover aulas de gustação dos alimentos preparados.

O professor deve mostrar a eles que há outros vegetais, e indicar quais, que podem ser encontrados em fundos de quintais ou no mato, que também servem de alimento e não só os tatos, sementes, folhas, farelos, etc, de ervas tradicionais.

A produção desses complementos nutricionais pode ser feita através de uma tecnologia simples, fácil e de conhecimento universal: selecionar, lavar, moer, peneirar, secar, tostar e cozinhar.

A parte prática pode ser iniciada usando os restos da própria merenda escolar, cuja reciclagem seria também o lanche dos alunos e se estender, depois, para as casas dos alunos.

A adoção desse procedimento pelas escolas auxiliará no combate à desnutrição e subnutrição normalmente encontradas em alunos de escolas públicas, além de promover uma maior economia doméstica.

Quando aplicada à vida do dia-a-dia poderá não resolver o problema nutricional mundial, mas ao menos o amenizará a nível local e, quem sabe, estadual ou mesmo nacional.

É só preciso ter coragem de enfrentar os tabus e costumes e partir para a adoção do aproveitamento total dos alimentos.


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