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"Renato de Almeida ama velhas casas, velhas ruas, velhas torres, velhas cidades, velhas paisagens. E, por muito amá-las, deseja que os outros também as amem. E fixa casas, ruas, torres, cidades, paisagens nas suas telas, sem nenhuma preocupação inovadora na sua missão artística. Não se considera, nem deseja ser um inovador, um reformulador. É simplesmente um artista, que por muito amar as coisas e os seres transforma esse amor numa doação pictórica, de qualidade ensoladora. Seus quadros, onde a luz é uma constante nos problemas de sua atividade criadora, reafirmam sua sensibilidade que se sente mais jovem, mais rica de força e colorido, captando e fixando velhas casas, velhas ruas, velhas torres, velhas cidades, velhas paisagens." PASCHOAL CARLOS MAGNO
"Sempre dentro de um estilo pessoal, que é puro mas não é ingênuo. Nas velhas ruas de Ouro Preto, Renato de Almeida observa a rica textura dos muros injuriados pelo tempo, um modo de expressar romanticamente o passado da paisagem urbana que olha em silêncio os transeuntes de agora. As cores que alimentam o seu trabalho, Renato as extrai, carinhosamente, dos tons sutis que seu olho inconscientemente percebe. E o realismo visual se transforma em lirismo de cor, que comunica tudo o que o emocionou." FLÁVIO DE AQUINO
"A pintura de Renato de Almeida não comporta preocupações inovadoras, porque ele mesmo não tem interesse em inventar uma qualidade nova. Pinta o que quer e como quer. Abandona aos outros os sucessos da moda, situa-se dentro de suas próprias comunicações estéticas. Renato tem marcado interesse pelos problemas de luz e, como decorrência disso, o seu tom local é o tom da paisagem batida pelo sol. Aí nessa paisagem impressionística, de pinceladas marcadas e fortes, é que ele melhor se realiza. As massas claro-escuro são distribuídas intencionalmente, em busca daquele fim que constitui o objeto maior de suas criações. Há em Renato de Almeida perfeita concordância entre a posição conceitual e realização objetiva. Perfeito acordo entre o homem, o artista e a obra realizada. Assim queremos crer deve ser observada e admirada sua obra." EDSON MOTTA
"Pinta como sente, pincel, espátulas, tintas, usa-as, não porque a conveniência da distribuição das massas e da cor sejam impostas por regras, mas porque ele, com seu sentimento próprio, é o avaliador de tal conveniência." JOSÉ CLEMENTI
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