Fábulas

 

A estrela
A fábula dos dois sapos
A História do amor
Aprenda a dar uma má notícia
O homem dos bichos
Diógenes e Alexandre
Jabuticaba
Alpes italialianos
O amor e a loucura
Pai e filho
Esperança
A amizade
O ferreiro

 

 

 

 

A estrela

 

Haviam milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis. Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram: - Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens. - Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer para a Terra. Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vagalumes nos campos; outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste. - Por que voltaram? Perguntou Deus, a medida que elas chegavam ao céu. - Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça... E o Senhor lhes disse: - Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre, nada é perfeito. O céu é lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece. Depois que chegaram todas as estrelas e conferindo o seu número, Deus falou de novo: - Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho? Um anjo que estava perto retrucou: - Não Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limite, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor. - Mas que estrela é essa? - voltou Deus a perguntar. - É a Esperança, Senhor. A estrela verde. A única estrela dessa cor. E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa. Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não tem é a Esperança. Deus já conhece o futuro, e a Esperança é própria da pessoa humana, própria daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro.

. RECEBA NESTE MOMENTO ESTA ESTRELINHA EM SEU CORAÇÃO **A ESPERANÇA** A SUA ESTRELA VERDE. NÃO DEIXE QUE ELA FUJA, E NEM SE APAGUE. TENHA CERTEZA QUE ELA ILUMINARÁ O SEU CAMINHO, SEJA SEMPRE BEM POSITIVO E AGRADEÇA A DEUS POR TUDO!!! TUDO DE BOM E MUITA FELICIDADE NO SEU CAMINHO!!!

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A fábula dos dois sapos

 

Numa empresa de laticínios, dois sapos desastradamente saltaram para dentro de um balde de leite cremoso. - É melhor desistir. - coaxou um dos sapos, depois de tentar em vão, sair do balde. - Vamos morrer! - Continua a nadar. - disse o segundo sapo. - Havemos de encontrar maneira de sair deste atoleiro! - Não adianta! - disse o primeiro. - Isto é grosso demais para nadar, mole demais para saltar e escorregadio demais para rastejar. Um dia temos mesmo de morrer, por isso, tanto faz que seja esta noite. Afundou-se no balde e acabou por morrer. O amigo porém, continuou a nadar, a nadar, a nadar, e quando amanheceu, viu-se encarrapitado num monte de manteiga que ele, sozinho, havia batido. Lá estava o sapo, com um sorriso, comendo as moscas que enxameavam, vindas de todas as direções. Neil Eskelin. "Não há conquista sem luta..."

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A história do amor

 

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos: - a ALEGRIA - a TRISTEZA - e todos os outros sentimentos, por fim o AMOR. Texto enviado por Marc Cubria (obrigado pela colaboração) Mas um dia foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos se apressaram para sair da ilha, pegaram seus barcos e partiram, mas o AMOR ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha antes que ela se afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o AMOR começou a pedir ajuda. Nisso vinha a RIQUEZA e o AMOR disse: - RIQUEZA, leve-me com você ! - Não posso, há muito ouro e prata no meu barco, não há lugar para você. Ele pediu ajuda à VAIDADE que também vinha passando ... - VAIDADE, por favor ajude-me. - Não posso ajudar, AMOR. Você está todo molhado e poderia estragar meu barco novo! Então o AMOR pediu ajuda à TRISTEZA: - TRISTEZA, deixe-me ir com você ? - Ah AMOR ! Estou tão triste que prefiro ir sozinha. Também passou a ALEGRIA, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o AMOR chamar. Desesperado, o AMOR começou a chorar, foi quando uma voz lhe chamou: - Venha AMOR, eu levo você. Era um velhinho, mas o AMOR ficou tão feliz que esqueceu de perguntar o seu nome. Chegando do outro lado da margem, ele perguntou à SABEDORIA: - SABEDORIA, quem era aquele velhinho que trouxe-me aqui ? A SABEDORIA respondeu: - Era o TEMPO ! O TEMPO? Mas por que só o TEMPO me trouxe ? A SABEDORIA respondeu: - Porque só o TEMPO é capaz de ajudar e entender um grande AMOR.

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Aprenda a dar uma má notícia!

 

E no meio da madrugada o telefone toca. Nosso amigo levanta-se e atende: - Alô, Seu Carlos? Aqui é o Arnaldo, caseiro do seu sítio. - Pois não Seu Arnaldo. Que posso fazer pelo senhor? - Houve algum problema? - Ah, eu só tô ligando para avisar pro sinhô que o seu papagaio morreu. - Meu papagaio? Morreu? Aquele que ganhou o concurso? - É, ele mesmo. - Pôxa! Que desgraça! Gastei uma pequena fortuna com aquele bicho! - Mas - ele morreu do quê? - De comer carne estragada. - Carne estragada? Quem fez essa maldade? Quem deu carne para ele? - Ninguém. Ele comeu de um dos cavalos mortos. - Cavalo morto! Que cavalo morto, seu Arnaldo? - Aqueles puro-sangues que o senhor tinha! Eles morreram de tanto puxar a carroça d'agua! - Tá louco? Que carroça d'agua? - Para apagar o incêndio! - Mas que incêndio, meu Deus? - Na sua casa! Uma vela caiu e pegou fogo na cortina! - Caramba, mas aí tem luz elétrica!!!! Que vela era essa? - Do velório! - QUE VELORIO, PORRA???? - Da sua mãe! Ela apareceu aqui sem avisar e eu dei um tiro nela pensando que era um ladrão!

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Diógenes e Alexandre

 

Diógenes era um filósofo grego crítico e sarcástico, que ridicularizava tudo. Ele andava nú dentro de um barril com um lampião na mão de dia. Quando lhe perguntavam porque o lampião, respondia que era para procurar um homem honesto. Alexandre, o Grande, Imperador da Macedônia, havia conquistado metade do mundo. Ele admirava Diógenes. Certa vez estava Diógenes deitado na grama, nú, tomando sol, quando apareceu Alexandre que, ao chegar, fez sombra sobre ele. E lhe propôs: - Diógenes, para demonstrar-te a minha admiração, pede o que quiseres que eu, como o homem mais poderoso do mundo, te darei. Diógenes não se abalou e, apontando para a sombra, respondeu: - Apenas não me tires aquilo que não podes me dar.

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O homem dos bichos

 

Um homem vivia reclamando que a sua vida era um inferno. Um dia procurou o sábio da aldeia para achar uma solução. Lá chegando, explicou que não agüentava mais a gritaria dos filhos, as reclamações da sogra e as brigas da mulher, nunca tinha o mínimo sossego. O sábio lhe perguntou: - Você tem animais em casa? O homem - Tenho galinhas, cabras e porcos. Por quê? O sábio - Então ponha as galinhas dentro de casa. O homem obedeceu. Depois de um mês, voltou ao sábio, reclamando que, em vez de melhorar, piorou, pois agora também havia o cacarejar das galinhas e penas, fazes de galinha e ovos por todos os lados. O sábio - Agora coloque as cabras dentro de casa. O homem não entendeu mas obedeceu. Duas semanas após, procurou novamente o sábio, dizendo que tinha ficado pior ainda, pois agora tinha também o berro das cabras, o mal cheiro e as suas fezes pela casa toda. O sábio - Você deve colocar também os porcos dentro da sua casa. Intrigado com a sugestão, mesmo assim o homem pôs os porcos dentro de casa. Dois dias depois voltou desesperado ao sábio, dizendo que a casa dele tinha ficado insuportável, que, se fosse continuar assim, era melhor morrer. O sábio - Mas antes já não era insuportável? O homem - Ah, Mestre! Comparado com o que a minha casa é hoje, antes de ter os animais era um verdadeiro paraíso! O sábio - Então ficou fácil: tire todos os animais de dentro da sua casa!

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Jabuticaba

 

Um senhor de idade avançada estava cuidando da planta com todo o carinho, quando um jovem aproximou-se dele e perguntou: - Que planta é esta que o senhor está cuidando? - É uma Jabuticabeira - respondeu o senhor. - E ela demora quanto tempo para dar frutos? - Pelo menos uns quinze anos - informou o senhor. - E o senhor espera viver tanto tempo assim? Indagou irônico o rapaz. - Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião. - Então, que vantagem você leva com isso, meu velho? - Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria Jabuticabas, se todos pensassem como você... Não importa se teremos tempo suficiente para ver mudadas as coisas e pessoas pelas quais trabalhamos e oramos, mas sim que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo, segundo os desígnios de Deus.

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Alpes italiano

 

Nos Alpes Italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, lá ocorria uma festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que nesta festa, cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril que ficava na praça central. Entretanto, um dos moradores pensou: "Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei uma d'água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta." Assim pensou e assim fez. No auge dos acontecimentos, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho, cuja fama se estendia além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão. Daquele barril apenas saiu água. Como isto aconteceu? Foi que todos pensaram como aquele morador: "A ausência da minha parte não fará falta." Nós somos muitas vezes conduzidos a pensar: "Tantas pessoas existem neste mundo que se eu não fizer a minha parte isto não terá importância." O que aconteceria com o mundo se todos pensassem assim?

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O amor e a loucura

 

Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens em um certo lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs: Vamos brincar de esconde-esconde ?? A INTRIGA levantou as sobrancelhas indignada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se perguntou: Esconde-esconde ? Como é isso ? É um jogo! Explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um até um milhão, enquanto vocês se escondem. E quando eu encontrar o último, acaba o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos, que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar: A VERDADE preferiu não esconder-se. Para que, né? Se no final todos a encontravam ?!?!? A SABEDORIA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava, era que a idéia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se. Um, dois, três, quatro ... começou a contar a LOUCURA. A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre, caiu atrás da primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE, quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava, lhe parecia maravilhoso para alguns dos seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA. Se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ. Se era o vôo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA. Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE ... O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início, bem ventilado, cômodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira ! na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante ... Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores. Um milhão, contou a LOUCURA e começou a busca. A primeira a aparecer foi a PRESSA, a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus, lá no céu, sobre zoologia. Sentiu vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. Em um descuido, encontrou a INVEJA e, claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu em disparada de seu esconderijo que, na verdade, era um ninho de vespas. De tanto caminhar, sentiu sede e aproximou-se de um lago e descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se. E assim, foi encontrando a todos. O TALENTO, entre a erva fresca. A ANGÚSTIA, em uma cova escura. A MENTIRA, através do arco-íris (mentira! estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada pedra do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencido, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou um gemido. Aproximou-se e percebeu que os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Afinal, o AMOR estava cego. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser, eternamente, seu guia. Então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra, o AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha."

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Pai e filho

 

Escute, filho... Enquanto falo isso, você está deitado, dormindo, uma mãozinha enfiada debaixo do seu rosto, os cachinhos louros molhados de suor grudados na fronte. Entrei sozinho e sorrateiramente no seu quarto. Há minutos atrás, enquanto eu estava sentado lendo meu jornal na biblioteca, fui assaltado por uma onda sufocante de remorso. E, sentido-me culpado vim para ficar ao lado de sua cama. Andei pensado em algumas coisa, filho... Tenho sido intransigente com você. Na hora em que se trocava para ir à escola, ralhei com você por ter atirado alguns de seus pertences no chão. Durante o café da manhã, também impliquei com alguma coisa. Você derramou o café fora da xícara. Não mastigou a comida. Pôs o cotovelo sobre a mesa. Passou manteiga demais no pão. E quando começou a brincar e eu estava saindo para pegar o trem , você se virou, abanou a mão e disse: "Tchau, papai" e, franzindo o cenho, em resposta lhe disse: "Endireite esses ombros!" De tardezinha tudo recomeçou. Voltei e quando cheguei perto de casa vi-o ajoelhado, jogando bolinha de gude. Suas meias estavam rasgadas. Humilhei-o diante de seus amiguinhos fazendo-o entrar na minha frente. "As meias são caras - se você as comprasse tomaria mais cuidado coma elas!" Imagine isso, filho, dito por um pai! Mais tarde, quando eu lia na biblioteca, lembra-se de como me procurou, timidamente, uma espécie de mágoa impressa nos seus olhos? Quando afastei meu olhar do jornal, irritado com a interrupção, você parou à porta: "O que é que você quer?" perguntei, implicando... Você não disse nada, mas saiu correndo num ímpeto na minha direção, passou seus braços em torno do meu pescoço e me beijou... Seus braços foram se apertando com uma afeição pura que Deus fazia crescer em seu coração e que nenhuma indiferença conseguiria extirpar. A seguir retirou-se, subindo correndo os degraus da escada. Bom, meu filho, não passou muito tempo e meus dedos se afrouxaram, o jornal escorregou por entre eles, e um medo terrível e nauseante tomou conta de mim. Que estava o hábito fazendo de mim? O hábito de ficar achado erros, de fazer reprimenda.... Era dessa maneira que eu o vinha recompensando por ser uma criança. Não que não o amasse; o fato é que eu esperava demais da juventude. Eu o avaliava pelos padrões da minha própria vida. E havia tanto de bom, de belo e de verdadeiro no seu caráter. Seu coraçãozinho era tão grande quanto o sol que subia por detrás das colinas. E isto eu percebi pelo seu gesto espontâneo de correr e de dar-me um beijo de boa noite. Nada mais me importa nesta noite, filho. Entrei na penumbra do seu quarto e ajoelhei-me ao lado de sua cama, envergonhado! É uma expiação inútil... Sei, se você estivesse acordado, não compreenderia essas coisas. Mas amanhã eu serei um papai de verdade! Serei seu amigo, sofrerei quando você sofrer, darei risadas quando você sorrir. Morderei minha língua quando palavras impacientes quiserem sair pela minha boca. Eu irei dizer e repetir, com se fosse um ritual: "Ele é apenas um menino - um menininho!" Receio que o tenha visto até aqui como um homem feito. Mas olhando-o agora, filho, encolhido e amedrontado no seu ninho, certifico-me de que é um bebê. Ainda ontem esteve nos braços de sua mãe, a cabeça deitado no ombro dela. Exigi muito de você... Exigi muito...

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Esperança

 

"Era uma vez ... milhões e milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas, azuis ... Um dia, elas procuraram o Senhor Deus Todo Poderoso, o Senhor Deus do Universo, e disseram-lhe: - Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens. E Deus respondeu que já que assim desejavam, que assim seria feito: - Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer a Terra. Conta-se que naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar e correr com os vaga- lumes no campo, outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passado algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o Céu, deixando a Terra escura e triste. - Porque voltaram? - perguntou Deus a medida que elas chegavam ao céu. - Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra, lá existe muita miséria, muita desgraça, fome, muita violência, muita guerra, muitas maldades e doenças. E o Senhor lhes disse: - Claro, o lugar de vocês e aqui no céu. A Terra é o lugar transitório, daquilo que passa, do ruim, daquele que cai, daquele que morre e onde nada é perfeito. Aqui no céu é o lugar da perfeição. O lugar onde tudo é imutável, onde tudo é eterno, onde nada perece. Depois de chegarem todas as estrelas e conferido seu número, Deus notou a falta de uma estrela e perguntou aos anjos por ela. Um deles respondeu: - A estrela que está faltando resolveu ficar entre os homens; ela descobriu que o seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem. - Mas, que estrela é esta ? - voltou Deus a perguntar. - Por coincidência, Senhor, era a única estrela desta cor. A estrela verde. A cor do sentimento da esperança. E quando então olharam para a Terra, a estrela já não estava só. A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa. Porque o único sentimento que Deus não tem, é a Esperança. Deus já conhece o futuro, e a esperança é própria da natureza humana. Própria daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que ainda não sabe como será o seu futuro."

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A amizade

 

Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu coração. Para lidar consigo mesmo, use a cabeça; para lidar com os outros, use o coração; raiva é a única palavra de perigo ... Se alguém lhe trair uma vez, a culpa é dele; se alguém lhe trair duas vezes, a culpa é sua. Grandes mentes discutem idéias; mentes médias discutem eventos; pequenas mentes discutem com pessoas. Quem perde dinheiro, perde muito; Quem perde um amigo, perde mais; Quem perde a fé, perde tudo ... Jovens bonitos são acidentes da natureza; Velhos bonitos são obras de arte. Aprenda também com o erro dos outros, você não vive tempo suficiente para cometer todos os erros. Amigos você e eu .. Você trouxe outro amigo .. Agora somos três .. Nós começamos um grupo .. Nosso círculo de amigos .. E como um círculo, não tem começo nem fim ... Ontem é história; Amanhã é mistério, Hoje é um presente, É por isso que é chamado presente ...

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O Ferreiro

 

"Era uma vez um ferreior que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apersar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais. Uma bela tarde, um amigo que o visitara - e que se compadicia de sua situação difícil - comentou: "É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado". O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro: "Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida se qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a pe,a adquira a forma desejada. Logo, ela é merculada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente". O ferreiro deu uma longo pausa, acendeu um cigarro e continuou: "As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferreira." Mais uma pausa e o ferreiro concluiu. "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas""

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